Gala Final 2015

Glamour e boa disposição

no Palácio da Bolsa do Porto

Os anfitriões desta noite, Liliana Campos e José Figueiras, conduziram a entrega de prémios com boa disposição e elegância. Com mais de uma centena de prémios atribuídos, a dupla de apresentadores emprestou um sentimento de fluidez e boa disposição à cerimónia.

Qualquer palco de Portugal seria pequeno para acolher a enorme qualidade dos vinhos portugueses, personificada pelas dezenas de produtores presentes na Gala de entrega dos prémios Uva de Ouro, que se realizou no passado dia 3, no Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. Na abertura da cerimónia Victor Ribeiro, CEO da Global Media Group e Paulo Veiga, Diretor de Marketing Continente, subiram ao púlpito para deixar as suas impressões sobre o valor que se encontrava presente na sala, o valor do vinho português.

Victor Ribeiro destacou a grande componente didática desta iniciativa, que permitiu aos consumidores amadurecer a sua relação com o vinho e também com a marca Continente. Para além dos produtos com maior qualidade, o CEO da Global Media Group sublinhou o quanto a iniciativa Uva de Ouro tem contribuído ao longo destes três últimos anos para a democratização do acesso a esses mesmos produtos, através de um processo de escolha muito mais fundamentado. Paulo Veiga reforçou essa ideia, acrescentando que já há muito tempo que os supermercados Continente se posicionam como um espaço para algo mais do que apenas fazer compras. Realçando o papel do vinho, tanto do ponto de vista económico como social, o Diretor de Marketing Continente defendeu também que a iniciativa Uva de Ouro é um fator importante na aproximação de produtores de dimensão mais reduzida a um canal de distribuição de grandes dimensões, com repercussões positivas não só para a sustentabilidade dos seus negócios, mas para o desenvolvimento da viticultura a nível regional e nacional.

Uma noite de ambiente leve e descontraído, sublinhada pelas intervenções de alguns dos nomes mais importantes do vinho e dos media em Portugal. A presença de Liliana Campos e José Figueiras contribuiu para uma noite memorável.

O momento dos fortificados
A introdução dos vinhos fortificados na edição deste ano do concurso Uva de Ouro é um sinal da forte expressão que este tipo de produtos tem vindo a adquirir junto dos consumidores. Dois nomes de relevo no mundo dos vinhos fortificados partilharam durante a Gala Uva de Ouro a sua visão sobre o futuro destes vinhos marcantes para o nosso país.

Henrique Soares
Presidente CVR Península de Setúbal
O Moscatel de Setúbal pode ser mais um mensageiro da qualidade dos vinhos portugueses nos mercados internacionais, com toda a certeza. A sua capacidade de diferenciação advém do seu processo de vinificação, que é diferente da maior parte dos moscatéis produzidos na bacia do Mediterrâneo, e que impressionam o consumidor pela sua complexidade e riqueza aromática e, também por um grau alcoólico um pouco mais elevado. Mas a península de Setúbal produz também, e sobretudo, vinhos tranquilos, baseados em castas tintas. Esta aposta na dualidade é uma aposta ganha, porque embora o moscatel sirva de estandarte para chamar a atenção para a nossa região, o volume maior da nossa produção vai para os tranquilos tintos e brancos.

José Manuel Sousa Soares
Diretor de Enologia na Gran Cruz
Estas iniciativas aproximam o público dos vinhos e dão uma maior visibilidade a todo o trabalho que nós fazemos, em particular com os vinhos do Porto, que nos últimos anos têm tido um grande incremento de consumo em Portugal. São iniciativas como esta que aumentam o conhecimento que as pessoas têm sobre estes produtos especiais, que podem representar uma mais-valia para a sua comercialização. As novas maneiras de consumir o vinho do Porto vão aproximar consumidores novos, e isso já se vai notando no nosso país: há mais gente a conhecer este tipo de produtos, muito embora o vinho do Porto seja um produto com muita tradição, que não é muito fácil de conhecer fruto das muitas categorias que encerra em si. Mas isso também traz as suas valências para o vinho do Porto, porque é um produto mais sofisticado e penso que é esse o caminho para este produtos, maior sofisticação para ir de encontro às expectativas do próprio consumidor.