Opinião – Aníbal Coutinho

O Pão e o Vinho

O pão e o vinho interagem com o homem há milhares de anos, aparecendo na arte egípcia antes da invenção da escrita. Para o Cristianismo, consagram a humanização do divino, pela proposta de Jesus, Deus feito Homem. Celebramos a vinda ao Santuário de Fátima do Papa Francisco, “um humilde trabalhador das vinhas do Senhor”, nas palavras de Bento XVI. Os descobrimentos portugueses iniciaram a globalização do vinho. A expansão da Cristandade reforçou a dimensão sacra do vinho e os religiosos refinaram métodos e técnicas na vinha e nas adegas. É confidente da História da civilização ocidental, pão para muitas famílias portuguesas, acompanha a nossa vida, desde os eventos diários até aos mais marcantes, representa o sagrado e o profano, o íntimo e o público. Tal como nós, o vinho tem humores ao longo da sua vida: um dia apresenta-se alegre e expressivo; noutra prova revela-se fechado e desinteressante. Tem corpo físico e espírito inebriante. Brindemos à mais humana das bebidas com o branco Quinta do Gradil Sauvignon & Arinto de 2016: cresceu perto de Fátima, graduou-se como Regional Lisboa e brilhou com o Prémio Excelência no Concurso Uva de Ouro 2017.

“A expansão da Cristandade reforçou a dimensão sacra do vinho e os religiosos refinaram métodos e técnicas na vinha e nas adegas.”