Opinião – Aníbal Coutinho

Cá nada ou Canadá

Estória bem engendrada, de incomprovada verdade, é contada por Vasco Avillez, Senhor do Vinho, Presidente cessante da Comissão dos Vinhos de Lisboa: que os navegadores Portugueses no reinado de D. Afonso V, para além da pesca no Atlântico norte, eram mandatados para cartografar novas terras, como aconteceu com a Terra Nova. Terão eles entregue ao Rei uma carta geográfica com a marcação dessa porção continental, que levou o soberano a questionar, referindo-se ao que poderia existir mais para lá (a ocidente) dessa paragem da América do Norte: “E descobriram algo para cá da Terra Nova?”, tendo a resposta sido: “Majestade, para CÁ NADA”. Em Montreal, a dias de celebrar a festa anual da nossa imensa comunidade, partilho a alegria de poder encontrar, no CANADÁ, as mesmas marcas de vinho que compramos habitualmente nos supermercados Portugueses. Liga-nos as garrafas que testemunham a nossa cultura, bem presente no Ferreira Café, no panorâmico Portus 360 ou na Cervéjaria, consolidando a raiz lusitana. Brindo aos leitores, destacando a família e os amigos em Portugal, com o branco Maria Saudade,DOC Vinho Verde de 2016, medalhado com o prémio Uva de Ouro Melhor da Região.

"Liga-nos as garrafas que testemunham a nossa cultura, bem presente no Ferreira Café, no panorâmico Portus 360 ou na Cervéjaria, consolidando a raiz lusitana."